Para muitos alunos a altura dos testes é uma fase complicada com muita ansiedade à mistura. Para uns, porque não estudaram o suficiente, para os outros porque o objetivo é alto.
Nesta fase, os pais podem ter um papel importante para aliviar a ansiedade sentida pelos filhos, principalmente nos mais novos. Os pais devem verificar que a preparação dos testes é feita com bastante antecedência e equilibrada no tempo. É conveniente também relembrar aos filhos que um estudo bem feito traz bons resultados nos testes. Acompanhar o estudo de um filho não é fácil, pois precisa de paciência, negociação, firmeza e compreensão. Mas esse acompanhamento é decisivo.
Por uma razão ou outra, estudar para um teste não tem de ser o fim do mundo. Para ter sucesso, é necessário uma boa estratégia e dedicação. Aqui explicamos as melhores formas de estudar para os testes.
Planear
Antes de iniciar o estudo, é necessário fazer um plano com as prioridades definidas. Os testes têm de ser preparados com antecedência de modo a conseguir repartir equilibradamente todos os conteúdos pelas horas disponíveis. Guarde um tempo para rever a teoria antes de realizar os exercícios práticos. Na véspera do teste, uma leitura da teoria e da prática deverá ser suficiente, pois nesta altura é tempo de descansar.
Espaço adequado
O ambiente de estudo deve ser o mais parecido ao ambiente do dia do teste. Assim, escolha um local silencioso e sem distrações, com telemóvel, computador ou televisão desligados.
Motivar
Nem sempre a matéria a estudar, é motivadora. Por isso, é necessário fazer um esforço extra para evitar o desleixo. Em vez de pensar na matéria, relembre o seu filho que precisa da nota, ou seja, fazer tudo para que este teste ou disciplina não prejudique o trabalho feito nas outras.
No dia do teste, podem surgir dúvidas existenciais em que os medos vêm ao de cima: “Vai correr mal!”, “Vou ter negativa”. Estes pensamentos têm de ser rapidamente eliminados e substituídos por outros mais positivos como “Estudei e fiz muitos exercícios, por isso desta vez vai correr melhor!” É essencial entrar no teste com um espírito vencedor.
Tirar apontamentos
Durante as aulas, copiar só o que está no quadro pode não ser o suficiente. Tirar notas do que o professor diz é essencial para relembrar mais tarde o que foi explicado. Diga ao seu filho para escrever a lápis e para não se preocupar com a forma como escreve. Aqui o importante é o conteúdo. Este tipo de atividade vai ajudar a melhorar a memória a longo prazo.
Passar os apontamentos a limpo, é uma forma de memorizar as definições e rever conteúdos.
Quando chegar o momento de estudar para o teste, é importante rever tudo com cuidado e assim será mais fácil ver onde estão as dúvidas e os conteúdos a trabalhar com mais atenção.
Esquematizar
Fazer esquemas ou tabelas dos conteúdos ajuda a relacionar os conceitos e a visualizar o conjunto. Organizar a informação toda numa ou duas fichas é importante para rapidamente recuperar a matéria estudada. Já existem esquemas prontos, pode-se fazer cópias em branco para preencher durante o estudo. Quanto mais diversificados, melhor.
Organizar os conteúdos por tópicos com base nas categorias ou hierarquias de informações ajuda depois na elaboração escrita da resposta que fica automaticamente organizada.
Pode-se também criar um glossário com as definições dos vários conceitos e depois completá-las com pormenores e outros conceitos relacionados.
Explicar
Ensinar o que se está a estudar é uma boa forma de se aperceber do que sabe ou não. Seja “aluno” do seu filho, alguém que não conhece a matéria de maneira a que lhe faça perguntas. Esta técnica serve para fazer novas relações de conceitos e perceber como tudo funciona. Além disso, ajuda na memorização de conhecimento e no aumento da confiança pessoal.
Ver filmes
Se ainda houver muito tempo antes do teste, pesquise filmes e documentários que existem sobre o tema. Desta forma, o seu filho pode relaxar e distrair-se, mas ao mesmo tempo está a ver a matéria noutra perspetiva. Privilegie as histórias verídicas, claro. Se ele estiver a estudar uma língua estrangeira, desafie a ver o filme sem legendas!
Praticar
Quer o teste seja de ciências exatas ou de humanidades, é hora de praticar. O teste é maioritariamente prático, por isso há que fazer muito exercícios. Aproveite os recursos dos manuais e cadernos de fichas. O seu filho deve fazer tudo o que ainda não foi feito, do mais fácil ao mais difícil.
Realizar testes cronometrados com o mesmo tempo e nas mesmas condições permite perceber se está tudo controlado. As respostas terão de ser sempre redigidas com as palavras do aluno. Debitar matéria, já não dá pontos.
Depois, incentive o seu filho a auto corrigir-se e analisar os erros, tendo em conta as indicações do professor. Nesse momento, é possível observar quais os conteúdos a rever.
No dia do teste, já não haverá surpresas, pois já foram simuladas várias estruturas e repostas. A confiança aumenta e a ansiedade diminui.
Memorizar
É certo e sabido que não existe memorização eficaz sem compreensão antes. Por isso, ao longo do estudo é necessário praticar os conteúdos e aplicá-los em novos contextos. Desta forma, é mais simples memorizar as informações e criar associações entre conceitos.
Nem todos memorizam da mesma forma. Esta tarefa não é fácil, pois lembrar-se de detalhes lidos num texto não é para todos. É essencial encontrar estratégias para melhorar este aspecto porque pode ser necessário já no próximo teste.
Uma técnica para decorar é dar sentido e organização ao estudado. Por exemplo, organizar um tema em tópicos como Quem, O quê, Quando, Onde, Como, Porquê e Para quê.
Outra estratégia é o uso de mnemónicas, ou seja, a técnica de associação de ideias a letras ou frases. Pode-se transformar uma regra ou uma série de características numa frase engraçada que faça sentido para o aluno. Assim, será lembrado a longo prazo.
Outra forma é através da repetição, seja ela escrita ou oral. Pode fazer uma gravação com a leitura dos apontamentos da matéria a estudar. Esta gravação pode ser depois ouvida vezes sem conta enquanto realiza outras tarefas. Toda a informação acaba por ser retida indiretamente.
O essencial é encontrar um sentido próprio para os conteúdos estudados.
Pedir ajuda
É muito provável que durante o estudo, surjam dúvidas. Elas têm de ficar esclarecidas. Inicialmente, o seu filho tem de procurar a solução nos apontamentos e no material que tem à sua disposição. Se não conseguir, ele deve sentir-se à vontade para pedir ajuda a algum familiar e se tal não for possível recorrer a alguma ajuda extra, como por exemplo, um centro de estudos.
Descansar
Por mais importante que seja o teste, de nada vale estudar até não aguentar mais. Os intervalos, mesmo pequenos, são essenciais para relaxar e recuperar energias física e psicológica. O cérebro necessita das pausas para de seguida aumentar a produtividade.
A alimentação é outro fator a cuidar ao longo do estudo e que ajuda em muito a rentabilidade cerebral.
Na véspera dos testes, o seu filho tem de se deitar cedo e tentar relaxar com exercício físico, por exemplo.
Lembre-se que um bom estudo é aquele que é feito organizado e planeado. Diga ao seu filho que dê o máximo dele. Mais do que isso ninguém lhe pode exigir.
